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É necessário morrer para dar frutos! Uma jovem senhora, sai do interior de Minas, ainda que sua história não fosse totalmente conhecida, foi para uma cidade grande, trabalhar como empregada doméstica em uma casa de família. Foi lá que a apresentaram ao pai de seus próximos filhos. Um senhor já de idade avançada que provavelmente deve ter se encantado com a moça e decidiram então ficar juntos. Depois dos filhos com aquele senhor, foram para uma outra cidade do interior onde permaneceram até o mais novo nascer. Quatro filhos, uma família. Como já era de idade avançada, aquele homem veio a falecer, deixando uma jovem senhora com quatro filhos para criar. Ela decide ir para a uma cidade grande, onde iria trabalhar e cuidar dos filhos. Provavelmente aconselhada a separar os filhos para que pudesse ter condições de sobrevivência, assim ela fez. Dois filhos foram durante um ano criados pela família do pai e a primeira filha, indo para uma casa de parentes da família que recebeu aquela jovem senhora.
Um ano após a separação da família, voltaram a se encontrar e viverem juntos, mas ainda uma grande necessidade financeira era presente naquela família, agora, apenas com o salário da mãe. Os filhos cresceram. Um dos filhos veio a falecer, acometido de um tumor ósseo, fazendo aquela jovem senhora adotar uma criança, talvez para suprir a falta. Dois de seus filhos se casaram. Um outro veio a sair de casa para morar sozinho, deixando aquela senhora, agora já mais velha com seu filho adotivo.
Passou o tempo e um dia, através de um telefonema, aquela senhora já sem forças e o vigor de antes, vendo que, tudo o que tinha feito, não tinha lhe trazido um resultado satisfatório, pois a família, mesmo tendo todas as dificuldades para aprender a ser unida, agora era uma família fria e distante, chora com o terceiro filho, lamentando os fatos, a separação da primeira filha no casamento; a separação do relacionamento de seu quarto filho e pergunta o que deveria fazer. Naquele momento, seu filho, agora convertido ao Evangelho, explica sobre a necessidade de arrependimento, da confissão e que Jesus, era o único caminho a seguir e ela como mãe, se assim o fizesse, poderia mudar a sorte de seus filhos, já que ele também havia separado de sua esposa, mas a partir de sua conversão, Deus havia restaurado sua família.
Sua mãe fez exatamente o que ele sugeriu e juntos oraram e ela aceitou a Jesus como Senhor e Salvador. Alguns anos após esse evento, ela foi hospitalizada. Fraca e acometida de doença vascular, ainda no hospital, recebe a visita de seu filho, que a conforta dizendo bem baixinho ao seu ouvido: “Mãe, a senhora está salva agora. A senhora aceitou a Jesus como Senhor e Salvador, lembra? Descanse no Senhor”. Ela é medicada, e volta para casa, porem com alguns cuidados adicionais.
Algum tempo depois, seu filho estava para começar uma pregação, quando recebeu um telefonema de seus irmãos, informando que sua mãe havia sido internada com urgência, pois o caso era grave. Ele por um momento pensou em deixar a pregação e ir ao hospital, mas decidiu continuar naquela igreja e orar ao Senhor, pedindo que Ele cuidasse de sua mãe, pois acreditava que sua oração pudesse ter efeito e que ao chegar em casa ele queria conversar com sua mãe, já que o Médico dos médicos poderia naquele momento fazer um milagre. Assim aconteceu. Chegando em casa, aquele filho conseguiu falar com sua mãe também em casa, porém ao telefone e naquele momento, disse a sua mãe: “Mãe, não se preocupe com a morte, pois o Senhor agora é o seu Senhor e Salvador e a morte é lucro. Descansa no Senhor.” Ao meio dia do dia seguinte, recebeu uma ligação de seus irmãos, dizendo que sua mãe estava novamente no hospital e que dessa vez era grave. No meio do caminho, mais um telefonema, informando que sua mãe havia partido.
Chegando ao hospital, ele chorou, mas se alegrou em saber que sua mãe estava salva e foi recolhida por Deus. Agradeceu a Deus por ter escutado sua oração no dia anterior e que agora esperaria o “Grande dia” para reencontrá-la. No dia do velório, foi ministrada uma palavra, onde todos os presentes oraram ao Senhor, o aceitando como Salvador e Senhor e no dia seguinte, na hora mais difícil da família, o filho entoa um cântico que dizia: “Tu és fiel Senhor, Tu és fiel Senhor”.
Quanto a pregação do filho, na noite anterior à sua morte, se encontra no livro de Marcos 11vv 13 e 14. Uma árvore que não tem frutos será arrancada. Mas Jesus também nos mostra uma parábola que diz que para uma semente brotar, precisa morrer e ao morrer ela dá mais sementes, mais frutos.
Essa senhora foi encontrar com o Senhor da vida e nessa ida, ela deixou sementes, que ainda estão dando frutos. Lembre-se: Para dar frutos é necessário estar plantado. Para que você fosse plantado, foi necessário que uma semente morresse.
Jesus, é a semente que ao morrer deu frutos. Você é fruto da maior de todas as sementes e precisamos assim como Ele, morrer todos os dias para o mundo e nascer para Deus, para que a cada dia, possamos dar frutos.
Essa é parte de minha história. Qual é a sua história?
Deus os abençoe!
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